Triste...
Decadência de querer mais do que se imagina,
vontade de comer o vazio da vontade.
Querer ser a vontade e habitar no canto minúsculo da ignorância.
Tentação mortal... Saudade.
Confusão de andar em circulos,
de ver á frente o que acabou de passar.
Atingir o que se pensava ser o objectivo e atingir o inatingivel sem se perceber.
Não querer.
Desejar parar o tempo para não pensar em nada e devorar frustrações sentimentais.
Ser desertor do céu do eu e escolher o nada em vez do tudo.
Tornar a voltar.
Apenas ver.
Não querer tocar nem sentir.
Transpirar sentidos.
Ouvir o vazio do espaço e vir sem propósito nenhum.
Querer sempre mais nada.
Ser clausura,
sabor amargo,
irrelevância mórbida de ser sempre ébrio.
Nunca sóbrio para o sentido lógico das coisas indefinidas da vontade que fere o não vivo.
Defunto para com o palpavel que as palpebras tacteiam de manhã.
Não haver dias.
Não haver tempo.
Vida passada.