segunda-feira, 21 de abril de 2008

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Luzidias e espelhadas,
são as janelas do meu quarto.
Um tapete e uma cama
um candeeiro e um retrato.

Amigo é o meu retrato,
com olhos de olhar para mim.
Também tenho um guarda-fatos,
vermelho e branco de marfim.

Tenho também para as palavras,
um sitio que prezo bastante.
Histórias de amor imortais,
Tudo apenas numa estante.

Belo quarto o meu...
Fonte da minha criação,
Sítio digno de museu,
do tecto até ao chão.

(Renato Folgado)

Cantinho

Ébrio, entrei...
Parei e olhei.
Divagar era lei,
e logo me sentei.

Aguardente de palavras,
Confuso fiquei,
teorias parvas,
de que nem sequer falei...

Tempo que voa,
por entre a gente,
o fado ecoa,
de encontro ao presente...

Amigos, ideias,
música e bem estar,
que sitio melhor,
em vez deste lugar.

(Renato Folgado)

Prazer de olhar...

Velhos tempos de inocente...
Velhos tempos de fantasia...
Velhos tempos de presente...
Velhos tempos de alegria...

Velhas palavras de amigo...
Velhas palavras de dor...
Velhas palavras de castigo...
Velhas palavras de amor...

Velhas memórias de ouro...
Velhas memórias de aventura...
Velhas memórias de choro...
Velhas memórias de amargura...

Velhas saudades de viver...
Velhas saudades de mim...
Velhas saudades de morrer...
Velhas saudades do fim.


(Renato Folgado)