Durmo.
Profunda e lentamente o sono...
de ontem!
E o de hoje?
Fica para amanhã?
Mas afinal,
que sono durmo?
Eu? Desen(sonado)?
Mas que sonho esquisito,
estando eu acordado?
Com a almofada, lado a lado,
de olhares embriagado,
fecho escuras e ténues sombras,
pelas pálpebras aconchegado.
De quimeras despido,
vai cego e desnudo o monge.
Madrugador batido,
de mantras e rezas encolhido,
sonha o sonho...
O sonho do dia d'hoje.
Renato Folgado
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